Tendências 2013 em telecomunicações: menores preços e mais velocidade

01/02/2013


Colaboração especial de Juan Jung*

Nos últimos anos, as principais variáveis regionais na área das telecomunicações têm experimentado importantes tendências possitivas para os usuários, o que permite olhar para este 2013 com otimismo.

Por exemplo, a penetração da telefonia móvel é de cerca de 110% na região. Espera-se que a América Latina feche este ano de 2013 com aproximadamente 726 milhões de linhas móveis, representando cerca de 6% de aumento em relação a 2012.
A banda larga móvel cresce rapidamente como primeira escolha para o acesso à Internet na região, aumentando as assinaturas em 127% por ano nos últimos anos; e estima-se que continuem a crescer. Para 2013, está previsto que a penetração de telefones inteligentes na região (smartphones, LTE) tenha diminuído a diferença com a média global[1].

Em termos de banda larga fixa, a conectividade continua crescendo em ritmo acelerado, apoiada por vários planos de expansão digital realizados na região. Mas as tendências não são apenas favoráveis em termos de conectividade, também em outros aspectos relacionados com a satisfação e a acessibilidade do usuário: preço e qualidade.

Em relação à acessibilidade, se considerarmos o plano mais barato de banda larga fixa, em média na América Latina tem sido reduzido em 25% entre 2010 e 2012, enquanto na OCDE tem aumentado em uma percentagem similar. Existem uma diversidade de casos, tais como os da Venezuela, Uruguai, México, Brasil, Costa Rica ou Chile, para nomear alguns exemplos, nos que o preço do plano mais barato de banda larga é menor que o preço do plano mais barato em média dos países da OCDE (USD PPP)[2].

Em termos da qualidade do serviço, nos países da região a velocidade dos serviços de banda larga tem ido aumentando, com especial destaque no caso do Chile, país que tem uma velocidade média de seis Mbps, seguido pela Colômbia.

A chave para esse desenvolvimento e o previsto para ocorrer em 2013, é o papel desempenhado pelos governos e operadoras. As autoridades, impulsionando políticas públicas e criando planos de expansão digital para a massificação da Internet e para o desenvolvimento do ecossistema digital; e as empresas, investindo em infraestrutura, cobertura e geração de aplicações relacionadas com as  necessidades da comunidade.

*Juan Jung nasceu em Montevidéu (Uruguai) e tem 30 anos. Desde 2012 é Coordenador de Estudos e Assuntos Regulamentares em AHCIET, desde seu escritório de Montevidéu.  É economista pela Universidade da República (Uruguai) e tem um mestrado em Economia pela Universidade de Barcelona (Espanha). Hoje está realizando um doutorado na  Universidade de Barcelona.

[1] Fuente: GSMA
[2] Fuente Galperín (2012)

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