Cidades inteligentes, muito além de um algoritmo

30/08/2017

LACNIC organizou a oficina Cidades Inteligentes nas Américas “Inovação e Sustentabilidade” celebrado no âmbito da XXXI Reunião do CCPI da Comissão Interamericana das Telecomunicações na Cidade de México.

Mais de noventa pessoas participaram do encontro em que profissionais da região e do mundo compartilharam ideias e projetos entre representantes de países da OEA, academias e organizações empresariais.

“As cidades inteligentes e sustentáveis envolvem diversos contextos sociais, econômicos, estruturais, tecnológicos e regulatórios que visam atender às necessidades dos cidadãos melhorando a sua qualidade de vida. Para isso, é fundamental usar os padrões tecnológicos em que a Internet se sustenta e, sem dúvida, um desses padrões é o IPv6, que permite alcançar a sustentabilidade e a inovação desses projetos ao serviço de todos”, afirmou Oscar Robles, CEO da LACNIC.

No âmbito das Cidades Inteligentes existem desafios na integração dos serviços inovadores e das plataformas que facilitam as atividades do dia a dia dos cidadãos. Nesse sentido, é necessária a cooperação e colaboração entre os diversos setores (governos, comunidade técnica da Internet, fabricantes, academias, entre outros) para que, através de regulamentos não disruptivos e processos abertos e participativos inclusivos, permitam o debate e a expressão de ideias. “As Cidades Inteligentes não devem obedecer exclusivamente a um algoritmo técnico, a tomada de decisões requer o envolvimento de todos nós porque não podemos errar”, acrescentou Robles.

Durante a oficina foi destacada a busca de sensibilidades sobre a proteção de dados dos cidadãos, as técnicas e políticas para mitigar os processos que garantam privacidade e confiança usando para esses objetivos uma Internet aberta, estável e segura.

O cidadão inteligente. Gustavo Mercado, especialista da Universidade de Mendoza, afirmou que a criação de uma cidade inteligente nasce normalmente do interesse das autoridades do município em melhorar a habitabilidade, a sustentabilidade e a eficiência da cidade. “Em primeiro lugar deve ser feito um estudo sobre os pontos fortes e fracos da cidade e determinar como os problemas podem ser resolvidos. Se for determinado que os problemas têm uma solução “tecnológica”, então estaremos na presença do início de uma cidade inteligente/tecnológica/digital”, afirmou Mercado.

No entanto, a mera vontade do governante e a disponibilidade da tecnologia não são suficientes para promover uma cidade inteligente: sem a participação cidadã é impossível concretizar um projeto desta natureza.

“O cidadão deve fazer parte da definição de uma cidade inteligente e a sua opinião deve ser levada em consideração ao selecionar soluções e tecnologias. Portanto, é necessária uma visão e um plano para desenvolver os serviços que farão à cidade habitável, sustentável e eficiente”, garantiu Mercado.

Os serviços dentro de uma cidade podem ser melhorados a partir do uso das Tecnologias da Informação (TIC), incluída a Internet das Coisas. No início, os serviços da cidade, como eletricidade, água, transporte e gás, eram tratados e gerenciados independentemente uns dos outros. “A tecnologia TIC agora permite combinar o gerenciamento desses serviços para torná-los mais eficientes”, concluiu o especialista argentino.

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