Adriana Ibarra “Nos próximos 15 anos, a comunidade tem que ser mais ativa”

30/08/2017

O aumento da participação feminina na Internet e, principalmente, nos âmbitos de LACNIC, revitalizaram o papel da mulher nas Tecnologias da Informação (TIC) a nível regional.

Este fenômeno, impulsionado pela própria comunidade de LACNIC, teve diferentes protagonistas, entre elas, Adriana Ibarra, uma advogada mexicana que é especialista em propriedade intelectual e mídia eletrônica, que leva de experiência nas atividades de LACNIC, quase a mesma quantidade de anos que a organização comemora em setembro.

Mas Adriana não olha para trás; ela imagina o futuro. E os próximos 15 anos devem ser marcados por um maior envolvimento da comunidade e das organizações civis, com foco na proteção dos direitos essenciais, como a privacidade.

15 anos atrás, qual era sua relação com o mundo das TIC?

Em 2000, comecei a trabalhar na área da propriedade intelectual da Universidade Mexicana Tecnológica de Monterrey e como assessora jurídica de NIC.MX. Assim foi como comecei a me relacionar com os nomes de domínio, endereços IP e envolver-me com o mundo das TIC.

Quando começou a sua relação com LACNIC e como?

Eu acho que foi em 2002, quando a relação entre LACNIC e ccTLD começou a formalizar-se. Naquele momento, eu tive a oportunidade de rever e negociar diversos documentos legais, incluindo aqueles entre LACNIC e NIC.MX. Depois, fui convidada a me candidatar como membro da Comissão Fiscal.

Que papéis você exerceu na comunidade de LACNIC? Satisfez as suas expectativas? Que aspectos você destacaria?

Fui membro da Comissão Fiscal desde 2003, que é o órgão de fiscalização de LACNIC. Entre minhas funções se encontram supervisionar o cumprimento das normas contábeis e administrativas, bem como garantir a atenção do enquadramento legal e estatutário de LACNIC. Entre as funções da Comissão Fiscal se encontram apresentar um relatório na Assembleia de Membros sobre os relatórios financeiros e sua aprovação. Foi uma ótima experiência. Minhas expectativas foram totalmente ultrapassadas. Eu agradeço a confiança da comunidade e a oportunidade de permitir a minha interação com profissionais de diferentes países e especialidades, e principalmente pela possibilidade de contribuir para o desenvolvimento contínuo da Internet na região.

Que papel você acha que a comunidade de LACNIC teve na administração dos recursos de numeração nesses 15 anos?

Foi de vital importância para o desenvolvimento e proteção da Internet na região. A liderança na comunidade e a nível internacional fazem do LACNIC uma peça fundamental na capacitação e impulso de projetos na região.

Que aspectos identificam à comunidade de LACNIC?

Liderança, transparência, grande capacidade técnica e principalmente o calor da comunidade.

Como imagina você a governança da Internet em 15 anos?

Imagino com uma participação mais ativa da sociedade e organizações civis, com um balanço entre o contínuo desenvolvimento da Internet e a proteção dos direitos essenciais, incluindo a privacidade. Com projetos específicos para fornecer acesso à infraestrutura e capacitação. Uma Internet inclusiva com maior participação das mulheres e das minorias.

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