A destacada implementação do IPv6 na Guiana

01/08/2022

Impulsionada pela comunidade técnica local, bem como pela força de uma importante operadora e pelo apoio do LACNIC mediante visitas estratégicas e treinamentos, a Guiana começou a tirar proveito do valor que o IPv6 oferece à rede.

Desta forma, este país da região caribenha acelerou a implementação do IPv6 para regular o forte crescimento da economia local e o desenvolvimento do país. Mas por que tomaram essa decisão? Os técnicos da Guiana Telephone and Telegraph (GTT) avaliaram que, perante o esgotamento do IPv4, a única maneira de continuar gerando e aumentando a conectividade no seu país era através de uma importante expansão do IPv6.

O sucesso chegou a tal ponto que o número de usuários com IPv6 da Guiana atingiu hoje 23%, um aumento significativo durante os últimos três meses, se observarmos as cifras (0%) de apenas três anos.

GTT – o maior provedor de tecnologia e telecomunicações da Guiana com serviços móveis de banda larga, fixos, empresariais e atacadistas – tem sido um ator chave para atingir esses números; bem como tomadores de decisões de diferentes âmbitos desse país, entre eles governo e universidades também cumpriram um papel importante.

Tempo atrás, muitos desses atores receberam a visita do diretor executivo do LACNIC, Oscar Robles, e do líder de Assuntos de Segurança Pública do LACNIC, Kevon Swift. Em cada um desses encontros com políticos, reguladores, funcionários, executivos de empresas de telecomunicações e provedores de acesso à Internet, o diretor executivo do LACNIC destacou que a qualidade e o desenvolvimento da Internet estão de mãos dadas com o IPv6.

Gás, petróleo, Internet. A Guiana, que descobriu gás e petróleo em 2015, passou de ser um dos países menos desenvolvidos de toda a região do Caribe a atingir um crescimento econômico impressionante, juntamente com o crescimento da Internet. A implementação do IPv6 foi tanto corporativa como residencial, comentou Swift.

Maheswar Kataroo, Senior Network Engineer e responsável pela implementação do IPv6 no GTT, constatou que o maior obstáculo para implementar o IPv6 no seu país foi a falta de familiaridade da comunidade técnica local com este novo protocolo.  “Há algumas pessoas que pensam na gestão do IPv6 da mesma forma que na do IPv4”. No entanto, em razão das novas possibilidades referente à necessidade de melhorar a conectividade na Guiana, assim como a falta do IPv4 e exposições prévias a conversas sobre o IPv6, técnicos como Maheswar e outros do GTT, decidiram capacitar-se em tópicos específicos como ferramentas de transição, com o intuito de facilitar objetivos de expansão e manutenção de suas redes.  Hoje em dia, Maheswar é promotor de recursos, como cursos no LACNIC Campus.

Alejandro Acosta, coordenador de I+D no LACNIC, afirmou que os números altos de cobertura chegaram juntamente com o GTT graças à implementação de uma rede de fibra GPON (Gigabit Passive Optical Network, por suas siglas em inglês). “Oferecer IPv6 em GPON é muito mais fácil, porque se trata de uma rede mais moderna”, afirmou Acosta.

Acrescentou que o trabalho foi tão bom que passaram de zero a 40% de tráfego no IPv6 em GTT, e de zero a 23% em todo o país.

 “É bom sinal que uma operadora incida em todo o país com o objetivo de atingir uma boa implementação”, acrescentou o engenheiro do LACNIC.

Para Swift, o início dos esforços começou com a visita do ano 2017, bem como o desenvolvimento de um seminário On the Move, o surgimento de uma comunidade técnica local e principalmente porque a conectividade deveria ser o pilar do crescimento do país.

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