Os números do IPv6 na América Latina e o Caribe

29/06/2017

Como parte de sua estratégia na promoção do protocolo IP versão 6 da Internet, LACNIC organizou neste mês dois seminários webinar sobre o IPv6 com uma participação de mais de 145 profissionais da América Latina e o Caribe.

Sob o slogan “Desfrute da experiência IPv6!” foram realizadas duas sessões técnicas para a comunidade. Na abertura do primeiro dos seminários webinar chamado “IPv6 Launch”, Carlos Martínez, CTO de LACNIC, refletiu sobre como a região e o mundo avançaram nos últimos 5 anos na implementação e tráfego do IPv6. “A realidade cinco anos atrás era bem diferente do que é hoje”, comentou Martinez e mostrou dados promissores.

Ele assegurou que há um número importante de países da América do Sul com tráfegos no IPv6 maiores a 1%. Citou os exemplos do Peru (de 15% a 20%), Equador (de 15% a 20%), Brasil (de 15% a 20%), Bolívia (de 4% a 5%), Argentina (cerca de 3%) e Uruguai (1,3%), todos com percentagem de usuários finais com IPv6 bem maior a 1%. “Só no Brasil, se falarmos de 20%, estamos falando de milhões de usuários”, apontou.

Na América Central os dois casos mais interessantes para Martínez são a Guatemala (cerca de 7%) e México (cerca de 4%). Do seu lado, no Caribe são destaque a República Dominicana e Trinidad e Tobago, os dois com um crescimento muito rápido no IPv6.

“Na América do Sul podemos dizer que temos uma média de 9% de usuários no IPv6, com países muito por cima e outros muito por baixo, mas em geral está alinhado com a média mundial”, acrescentou o gerente técnico da LACNIC.

Nas outras sub-regiões, a América Central, México e o Caribe, “precisamos trabalhar mais no sentido de atingir um crescimento mais significativo, já que as duas têm uma média de 1,15% de usuários totais com IPv6, com assimetrias importantes entre os países”, disse (www.youtube.com/watch?v=HcXDXjBNoxE).

O primeiro webinar continuou com duas palestras técnicas. A primeira foi sobre introdução a Neighbor Discovery Protocol a cargo de Jaime Olmos (Universidade de Guadalajara) do México e a segunda sobre Considerações de Segurança para o IPv6, ministrada por Fernando Gont (Argentina).

O segundo webinar coincidiu com o Dia Mundial do IPv6. Na abertura, Oscar Robles, CEO de LACNIC, encorajou os participantes a continuarem trabalhando no desenvolvimento de capacidades no IPv6 porque embora os primeiros números sejam encorajadores, o número de tráfego ainda é muito desigual nos países da região.

Depois Fred Baker falou sobre “IPv6: aonde estamos?” e encerrou Inés Robles com a Internet das Coisas Roadmap no IETF (www.youtube.com/watch?v=bK5v5cDo0fs&t=4s).

Podem baixar as apresentações aqui:

http://www.lacnic.net/pt/web/lacnic/capacitaciones-agenda

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