Vencedores do último desafio: “O IPv6 está acontecendo”

06/06/2022

Sea Telecom do Brasil foi a vencedora do Desafio IPv6, uma iniciativa criada pela comunidade técnica da região e impulsionada pelo I+D do LACNIC para diferenciar o trabalho das organizações que começaram a implementar IPv6 em suas redes.

Erick Fernandes, supervisor da Sea Telecom e um dos líderes do projeto vencedor, contou que a iniciativa consistiu em implementar o IPv6 em clientes finais em três cidades do estado do Pará (Brasil). “Fizemos a expansão para o IPv6, o monitoramento da latência e a perda de pacotes para identificar possíveis falhas e testes dos serviços, usando apenas o IPv6”, relatou o técnico do Sea Telecom.

O projeto comparou os dois protocolos (IPv4 vs IPv6), e foram encontradas poucas diferenças na latência, no entanto sim foram detectados maiores benefícios de latência durante o uso de aplicativos em tempo real. “Nestes casos o IPv4 sofre variações com mais frequência, e o IPv6 tende a ser mais estável”, comentou Fernandes.

A equipe da Sea Telecom também realizou testes utilizando apenas o IPv6 e desativando o IPv4 para observar o comportamento nos clientes finais. Foi detectado então, que grandes plataformas como por exemplo a Netflix, funcionavam mas os filmes não eram executados. “Entramos em contato com o seu suporte técnico e compartilhamos a informação”, acrescentou o supervisor da Sea Telecom. Após o aviso, a Netflix identificou o problema e comunicou a resolução à equipe técnica da Sea Telecom. Desta forma conseguiram que os filmes fossem passados com o IPv6.

Resistência sem explicação. Em relação à implementação do IPv6, Fernandes estimou que não existe uma preocupação real das organizações. Pelo menos isso é o que ocorre no norte do Brasil. É por essa razão que os profissionais como ele insistem em contar com o IPv6 e integrar todos os serviços a este protocolo. “Sinto uma resistência muito grande” – comentou Fernandes – para dar continuidade aos nossos trabalhos devemos estar sempre insistindo com a implementação deste protocolo. Muitos o enxergam como uma dificuldade, que é para o futuro, que é para depois e não querem implementá-lo.

Do seu ponto de vista as pessoas desconhecem o IPv6, mas não é uma questão de falta de material ou cursos, é uma questão de forma de pensar.

Descartou que os custos fossem uma dificuldade porque todas as marcas de equipamentos técnico que trabalham no mercado possuem suporte IPv6.

“É agora que temos de fazer com que o IPv6 aconteça”, frisou Fernandes, reafirmando que o desafio serviu como motivação para eles e para outros ISP. O desafio serviu para propagar a ideia de que o IPv6 é possível, e é possível agora”.

Sobre os passos a seguir, afirmou que o próximo passo é “integrar o IPv6 em todos os nossos serviços”.

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